Ozzy Osbourne – A Lenda Viva e Ao Vivo
Quando anunciaram mais um show do Ozzy no Brasil, mais uma vez, fiquei sem palavras. O dia 5 de abril de 2008 veio em minha cabeça, música a música, minuto a minuto. Considero uma benção um cara de 20 anos igual eu ter a oportunidade de ver o 2º show do fundador da maior banda de heavy metal da história, o Black Sabbath.
Marcado para quase 3 anos depois, comprei o ingresso com 5 meses de antecedência e fiquei esperando pelo dia 2 de abril de 2011 em São Paulo e assim chegou. Por volta das 20h o Sepultura mais uma vez provou porque é a maior banda de metal do Brasil e deixou todos os presentes alucinados com uma abertura simplesmente genial: Arise e Refuse/Resist. Andreas Kisser com sua presença incomparável, Paulo com seu estilo único, Derrick cantando como se fosse seu último show e Jean Dolabela deixando qualquer baterista de boca aberta com a velocidade e precisão de suas notas – um show de abertura de 1h de duração sem defeitos, uma abertura de gala para o Madman.
Como bom britânico, exatamente às 21:30h chegou a hora do riff de 1983, Bark at the Moon, sacudir o som na Arena Anhembi e levar 30 mil fãs ao delírio. Com o som um pouquinho embolado, a banda seguiu o show com o excelente single do novo cd “Let me hear you Scream”. Na terceira música, Mr. Crowley o som estava bem redondo e foi hora de Gus. G mostrar porque Zakk Wylde, por mais que seja um mestre das guitarras, não faz tanta falta na atual carreira, solo perfeito, exatamente igual ao da versão original e uma presença de palco bastante interessante.
Após 4 músicas, foi a hora do primeiro clássico do Black Sabbath aparecer, “Faires Wear Boots” foi ovacionado pelos fãs e cantada parte a parte pelos fãs mais antigos e saudosistas, detalhe para a grande performance do baixista Blasko, que me fez lembrar Geezer Butler. Além dessa, a melhor música do show na minha opinião, fez com que um dilúvio começasse e deixasse o show mais inesquecível ainda, “War Pigs”, fez com que alguns fãs do meu lado, literalmente chorassem e cantassem cada riff com uma força que em nenhum show já tivesse presenciado.
Outro ponto alto do show, foi a excelente “Shot in the Dark”, “Crazy Train” com moshs que deixariam qualquer show de metalcore com inveja e “Rat Salad” com o solo de Gus G. tocando “Brasileirinho” e Tommy levando todos a loucura com um solo de bateria longo, porém bastante virtuoso e com notas executadas com perfeição. Para fechar o espetáculo, o hit “Mama Im Coming Home” e a clássica “Paranoid”.
Um show que na minha opinião, foi melhor que o de 2008, em sua última passagem no Brasil. Excelente regulagem, palco com telões funcionando muito bem, presença e uma vontade de tocar muito grande de Ozzy. Apesar da idade, algumas desafinadas nas partes mais agudas e os passos curtos, mostra para todos os outros vocalistas de bandas de rock e metal como fazer um grande espetáculo usando o que interessa: simplicidade e boa música. Posso falar que depois de ter visto Metallica, Megadeth, Iron Maiden, Black Label Society, Korn, Rolling Stones, Paul McCartney e outros shows; esse foi o melhor show da minha vida.
Abertura: SEPULTURA
Duração: 1h
1. Arise
2. Refuse/Resist
3. Dead Embryonic Cells
4. Convicted In Life
5. Choke
6. Seethe (música nova)
7. Troops Of Doom
8. Septic Schizo
9. Escape To The Void
10. Meaningless Movements
11. Territory
12. Inner Self
13. Roots Bloody Roots
OZZY OSBOURNE
Duração: 1h30
1. Back At The Moon
2. Let Me Hear You Scream
3. Mr. Crowley
4. I Don’t Know
5. Fairies Wear Boots (BLACK SABBATH)
6. Suicide Solution
7. Road To Nowhere
8. War Pigs (BLACK SABBATH)
9. Shot In The Dark
10. Rat Salad (BLACK SABBATH)
11. Iron Man (BLACK SABBATH)
12. I Don’t Want To Change The World
13. Crazy Train
14. Mama I’m Coming Home
15. Paranoid (BLACK SABBATH)
- DAVI MIGUELITO
- 05/04/2011
- Publicado em



18 abr 11 às 15:18
Putz, se em Brasília foi incrível, imagino em São Paulo. Mais um pra lista Thiago hehe