Finalmente Rock no Rio

O dia do Metal no Rock in Rio 2011 compensou a falta daquilo que está estampada na marca do festival, o Rock. No palco Sunset estavam bandas do peso de palco principal, como Sepultura, Korzus, Angra, Matanza e seus colaboradores. Já começava aí o dia que valeu o festival. Muita coisa ainda estava por vir.

Matanza e B Negão, união pouco provável mas que deu muito certo, levou a galera ao delírio. Os próximos a dominarem o palco, com maior destaque para o “Sepultura”, que tocaram pesado, como deve ser também não fizeram feio. Tocaram com o ar e a certeza de que estavam no palco errado. Deviam estar no palco principal.

Foto: Raphael Mesquita

Já no palco Mundo a história estava para marcar de vez o festival. Com a vontade de convencer o público de que fazem metal, o “Glória” não conseguiu. Já o “Coheed and Cambria” convenceu. Agora era a vez de uma das maiores bandas subiram ao palco. Motörhead mostrou a que veio e fez uma apresentação impecável, pesada, crua e direta. Lemmy em companhia de seus comparsas e seu lendário baixo fizeram o peso da noite. Com a participação especial de Andreas Kisser, do “Sepultura”, mandaram clássicos como “Going to Brazil”, “Over the Top” e “Metropolis”.

Foto: Marco Antônio Teixeira/UOL

O dever de fechar o dia ficou a cargo no “Metallica”, que com certeza não iria decepcionar. Em pleno ritmo de shows, devido à turnê Fab Four, o quarteto mandou muito bem. No auge dos seus 30 anos de estrada, a banda tocou como garotões, claro, com os sinais que o tempo nos impõe. Com clássicos de peso na bagagem o “Metallica” empolgou e mostrou que ainda continua sendo uma das maiores do metal mundial.

Foto: Roberto Filho/AgNews

Pronto, o Rock in Rio 2011 já valeu a pena.

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