Entenda a diferença entre os toca-discos e conheça seus componentes

CÁPSULA

A cápsula fonocaptora ou fonográfica e sua agulha, instalada na ponta do braço do toca-discos, tem a função de extrair as informações sonoras gravadas nos discos de vinil. Trata-se de um transdutor eletromecânico miniatura que converte a energia mecânica (produzida pela fricção da agulha percorrendo os micro-sulcos sinuosos impressos na superfície dos discos de vinil) em energia elétrica que depois é amplificada e finalmente convertida em energia sonora. Os toca-discos mais simples possuem cápsulas de pouco desempenho, enquanto que os toca-discos de alta fidelidade possuem cápsulas com excelente desempenho e com resposta de frequência superior, fazendo uso de agulhas que melhor se ajustam aos sulcos do vinil, permitindo uma leitura mais precisa e resultando em reprodução sonora superior. Ou seja, a qualidade da informação que produz é fator determinante para que os outros aparelhos de som reproduzam da melhor forma possível o som gravado no LP.

Cápsula fonocaptora

TIPOS DE CÁPSULAS

Cápsula Cerâmica: Modelo mais simples de cápsula, onde a captação de cada canal é realizada por uma pequena lâmina piezoelétrica (cerâmica). Geralmente tem uma faixa de frequência de resposta mais limitada (100 Hz – 10 kHz). Oferece tensão de saída relativamente alta, entre 100 mV e 250 mV ou até mais.

Cápsula Magnética ou de Relutância Variável (lnduced Magnet): O ímã e a bobina são fixos num suporte. As vibrações são transmitidas a uma pequena lâmina que, ao vibrar, corta as linhas do campo magnético do ímã variando a indução sobre a bobina, acarretando a circulação de uma corrente e o sinal de áudio. A tensão de saída dessas cápsulas geralmente fica entre 2,5mV e 7mV.

Cápsula Magnetodinâmica (Moving Magnet): Onde o ímã é móvel e a bobina é fixa. Os movimentos, a partir das vibrações captadas pela agulha ao percorrer o micro-sulco do disco de vinil, são transmitidas ao ímã, que movimentando-se, faz variar a indução de seu campo magnético sobre a bobina, criando uma corrente elétrica através desta e originando o sinal de áudio. Fornece tensão de saída similar às de Relutância Variável, ou seja, entre 2,5mV e 7mV.

Cápsula Dinâmica (Moving Coil): O ímã é fixo e a bobina é móvel. A bobina, movimentando-se dentro do campo magnético do imã, provoca a circulação de uma corrente elétrica através da bobina, originando o sinal de áudio. Aqui a tensão de saída fica entre 0,4mV e 2mV. Há cápsulas do tipo MC chamadas de “high output” ou “high energy”, em que a tensão de saída é algo entre 1,5mV e 2,5mV, mas além de raras são relativamente pesadas já que esse acréscimo na tensão de saída é obtido através do aumento do tamanho das bobinas.

As três últimas cápsulas, magnéticas, reproduzem muito bem frequências entre 20Hz e 20.000Hz, e há as que chegam a reproduzir com qualidade as frequências entre 5Hz e 50.000Hz.

AGULHA

As agulhas dos toca-discos são feitas de um material bem duro, como a safira ou diamante e recebem um tratamento para que sua superfície fique extremamente lisa. No caso de discos estéreo, as laterais da agulha apóiam-se nas laterais do sulco. Quando a agulha fica gasta, ela adquire faces pontiagudas que destroem facilmente os sulcos do disco e precisam ser substituídas.

Agulha

TIPOS DE AGULHAS

Agulha Cônica ou esférica (Conical, Spherical): Agulha fonocaptora de secção transversal circular.

Agulha Elíptica ou Bi-Radial: De seção transversal semelhante a uma elipse, que emprega dois raios de circunferência diferentes.

Existem ainda vários outros tipos de agulhas especiais, feitas com o objetivo de enfatizar certas características de captação das paredes dos sulcos dos discos, como as agulhas Line-Contact, Stereohedron ou Shibata.

Além de lisa, a agulha é muito leve e pequena. Ela é montada no cantilever, uma pequena e leve haste metálica presa a um suporte de borracha bem macia. Esse mecanismo permite que a agulha percorra a trilha do sulco sem danificá-lo.

TIPOS DE TRAÇÃO

Existem três sistemas de tração que fazem girar o prato: Por polia, correia ou acionamento direto.

POLIA (Idler-wheel)
O sistema de polia consiste basicamente de uma polia de borracha ligada ao eixo do motor, que em contato com o prato o faz girar.
É um sistema barato mas que pode ocasionar ruídos perceptíveis na audição (“rumble”). Desse modo é muito utilizado em toca discos mais simples e baratos, ou nos mais antigos. No entanto, há aparelhos cuja construção reduz muito esse ruído, como os Garrard 401, muito usados profissionalmente à partir do final da década de 1960. Atualmente um aparelho de referência que usa esse sistema é o Garrard 501.

Sistema de polia (Idler-wheel)

CORREIA (Belt-drive)
Utiliza uma correia de borracha que abraça o eixo do motor e o prato.
É um sistema normalmente muito silencioso, preferido por muitos audiófilos em toca-discos High End, especialmente pelo fato de este sistema de tração transmitir menos emissões eletromagnéticas que possam ser captadas pela cápsula fonocaptora. Deve-se ter o cuidado de trocar a correia de tempo em tempo.

Sistema de correia (Belt-drive)

TRAÇÃO DIRETA (Direct-drive)
Nesse sistema o próprio eixo do motor é o eixo do prato.
É considerado o melhor de todos pelos DJs, devido ao alto torque que esse sistema proporciona, porém é o mais caro e o mais difícil de ser construído, pois utiliza motor mais elaborado e circuitos eletrônicos para regular a rotação do prato. Algumas cápsulas fonocaptoras podem eventualmente captar algum ruído (conhecido como “hum”, normalmente de 50Hz ou 60Hz), proveniente das emissões eletromagnéticas desse sistema.

Sistema de tração direta (Direct-drive)

Em breve: Braço, Cápsula fonocaptora e agulhas.

12, Comentários para, Entenda a diferença entre os toca-discos e conheça seus componentes

  1. Paschoal Lembo Neto - Comenta:

    Tenho um TD Technics DD SL Q-300 e estou usando capsula e agulha Tecnics EPS-25. Quando aumento o volume ocorre o chamado hum nas caixas acusticas. Já verefiquei os cabos o aterramento porem não adiantou. Gostaria de orientação. Sera que trocando a capsula e agulha resolvera o problema, ou terei que trocar de toca discos por um BD.

  2. DAVI MIGUELITO - Comenta:

    Fala Paschoal. Na paz? Cara, sofro desse mesmo problema com meu Polivox. rsrs

    Existe uma teoria eletrostática, que diz que o próprio contato da agulha com o disco pode ocasionar esse ruido, que quando o volume do amplificador ele fica perceptível. Existe um ajuste no braço do toca discos, (nos Polivox é o Bias Compensor. Não sei se existe nos Tecnics), que ajuda a aliviar a pressão sofrida pela agulha, o que diminui bastante o ruído de contato. Costuma ajudar.

    Outra coisa que pode ocasionar esse ruído, é o aterramento no cabo que vem do toca discos. Não sei se é o caso dos Tecnics, mas nos Polivox tem esse cabo que é fixado em um parafuso ao lado da conexão. No meu caso o problema está aí, mas como são cabos muito antigos (o som é de 1980), pode ter se danificado com o tempo.

    Bom, espero ter ajudado alguma coisa. Boa sorte.

  3. Eder Fernando - Comenta:

    Boa tarde, tenho alguns aparelhos, mas coisa simples, gostaria de dicas para saber escolher bons aparelhos toca-discos, apenas uso doméstico mesmo, acho também que seria um post interessante, incluindo faixas de preços, nives sendo eles domésticos ou até mesmo para uso profissional.

  4. Allan Felix - Comenta:

    Eu tenho um toca discos, só que ele necessita de um aparelho, tenho um mini system só que ele só reproduz os agudos, queria saber se vende alguma peça que liga na saída de áudio dele para o meu mini s. ou programa grátis de pc que faça esse tipo de conversão sonora completa de graves e agudos… Valeu!!!

  5. Felipe Vardai - Comenta:

    Ao lado do braço, existe uma regulagem 1,2 e 3, eu queria saber pra que serve e como chama essa função, pra ficar mais fácil é a pecinha preta ao lado do braço, meu toca discos é um sharp rp 300 b obrigado

  6. DAVI MIGUELITO - Comenta:

    Allan, dificilmente você conseguirá fazer essa conversão com qualidade para seu mini s. Explico. A captação de áudio dos toca-discos, principalmente os antigos, é bem diferente dos padrões mais modernos, como por exemplo um toca CDs externo ou um MP3. Por isso, sempre, nos amplificadores existe uma entrada “Phono” para os toca-discos, separada da entrada “Auxiliar”.

    Bom, espero ter ajudado.

    Abraços, Davi Miguelito.

  7. jucenil de almeida lima - Comenta:

    gostaria de um esquema para montar um circuito para toca disco magnetico para ligar no aux.do meu aparelho pois o mesmo não tem entrada para phono
    att.jucenil

  8. DAVI MIGUELITO - Comenta:

    Bom dia Felipe. Feliz Ano Novo.

    Me desculpe a demora para lhe responder. É o seguinte, este botão serve para regular a força tangencial exercida sobre o braço e agulha. Nos Polivox (que é o equipamento que possuo), se chama “bias compensator”, já nos Sharps eu não sei. O interessante é você tentar conseguir um manual do seu aparelho, mesmo que seja de uma compatível.

    Abraços.

  9. Fabio Henrique - Comenta:

    Por favor, veja se vc pode me ajudar: Eu tinha um Toca-discos Philips, de 1985, que eu ligava na minha potência (da marca Onkyo e sem opção “Phono”) através de um conversor Phono, desses comuns, que encontramos na Av. Santa Efigênia, em São Paulo. Recentemente substituí meu toca-discos por um da marca Audio Techica e que possui as opções “Phono” e “Line”. A dúvida é: qual opção vai me trazer um melhor resultado/qualidade: usar o “Phono” do Toca-discos com o conversor da St.a Efigênia ou usar o “Line” ligando direto o toca-discos na portência?
    obrigado!!

  10. rodrigo - Comenta:

    posso instalar qualquer ti´po de capsula no meu prato

  11. DAVI MIGUELITO - Comenta:

    Rodrigo, bom dia. Cada aparelho tem sua cápsula específica. Abraços.

  12. helcyo - Comenta:

    um bom toca disco,com um bom preço,qual seria,tenho um sony e um technics sl-20,grato.

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